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Friday, November 27, 2009

Special: Latin America voices in Copenhagen

Especial: Vozes latino-americanas em Copenhagen

Lula, a Amazônia e os países ocidentais.

Ao me deparar com o artigo "Brazil Seeks West's Aid on Amazon" do Associated Press, encontrado no NYTimes, minha primeira reação foi postá-lo no Twitter e publicar a versão em português aqui. Como não existia, fiz eu mesma a tradução, confiram:


"Brasil busca auxílio do Ocidente na Amazônia"


O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que os países ocidentais deveriam pagar pela prevenção do desmatamento na floresta amazônica pois esses países têm causado muito mais destruição ambiental no passado do que os madeireiros e agricultores locais.

Lula fez estas declarações momentos antes de começar a conferência sobre a Amazônia, na qual delegados assinaram uma declaração pedindo ajuda financeira ao mundo industrial para deter o desmatamento.

Ele disse que não queria que as nações ricas "nos pedissem para deixar um residente da Amazônia morrer de fome debaixo de uma árvore."

"Queremos preservar, mas eles vão ter que pagar o preço por essa preservação, porque nós nunca destruímos nossa florestas como eles destruíram as suas, há um século atrás."

Lula convocou a reunião para formar uma posição unificada sobre o desmatamento e a mudança climática com as sete nações da Amazônia antes que a reunião de Copenhague começasse. Mas apenas dois líderes das mesmas participaram.
Opinião:

Parece-me que o Brasil já possui suficientes riquezas e que não precisa mais ficar justificando atrocidades sendo cometidas contra a natureza, como é o descaso com a floresta amazônica. Querer que países ocidentais paguem o preço pela preservação de patrimônio brasileiro, quando estes enfrentam desafios ainda mais sufocantes no âmbito ambiental, é com certeza uma má ideia.

De fato, é uma péssima ideia. Afinal, a floresta amazônica já é considerada patrimônio mundial e por essa mesma razão, caso o pedido de Lula fosse um dia vir a se realizar, 'vendê-la' aos países que, como ele mesmo disse (e com razão), já destruíram muito o planeta, seria mais uma oportunidade para acabar com mais uma riqueza natural e afetar ainda mais o nosso frágil meio-ambiente.

Além do mais, que eu saiba, não tem ninguém mais passando fome no Brasil. Se tiver, então há algo de errado com seu programa social que diz ter erradicado a pobreza extrema.

Mas, o presidente do Brasil passa uma mensagem importante para o mundo, ao lembrar que a obrigação de preservação e a responsabilidade pela destruição devem ser compartidas, mas não deve-se esquecer que deve liderar com exemplo. Até agora não tenho razão nenhuma para acreditar que o Brasil irá comprometerse na meta proposta, pois o governo atual não tem poder de palavra. Cumpre só o que parece ser conveniente, conveniente à sua candidatura, para manter o roubo político, o estado de absoluto caos, em que a maioria dos países do continente latino-americano vivem.

Por isso, aconselho àqueles que estejam por aí ouvindo essa mensagem a que sejam bem cautos em alabar ou criticar as palavras do presidente brasileiro e seu governo. E para não dizerem que sou contra o governo atual e a favor do anterior, a mensagem continuará a mesma independente do resultado das eleições em 2010, 2014, etc.

Nosso planeta merece mais comprometimento das nações, das empresas, de todos nós. O aquecimento global é um assunto sério. Agora não é a hora de comprovar ou não teorias, achar culpados, é hora de corregir ações que já sabemos contribuem para a poluição. Precisamos elevar nossa qualidade de vida, já possuimos tecnologia e conhecimento para isso.

Especial: O blog será atualizado com notícias e opinião sobre a presença dos países latino-americanos na Conferência sobre o Clima realizado pela ONU em Copenhagen.

UPDATE 11.278.09: O comentário de Lula aparentemente não foi divulgado pela mídia brasileira, com exceção do artigo "Gringos terão que bancar preservação da Amazônia, diz Lula" publicado no Terra Notícias Online.

Fonte: The New York Times, The Associated Press e foto da BBC Brasil.

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Saturday, November 14, 2009

Opinion of the Week: "Brazil takes off" - Special Report, from The Economist magazine.

Opinião da Semana: "Brasil decola" - Reporte Special da revista "The Economist".

Então, li o famoso artigo na revista "The Economist" e também vi as 14 páginas da reportagem sobre nosso querido Brasil, que na opinião deles é maior história de sucesso na América Latina.

Vou ser sincera, não li tudo ainda, mas o suficiente. Como já faz dois dias que não escrevo no blog, sinto a necessidade de escrever sobre o assunto. Por isso, ainda que incompleta, esta análise pretende somente ser o começo de minha resposta sobre o artigo.

Começo repetindo alguns dos comentários que deixei no Twitter após ler a versão online do artigo. Para os que ainda não leram o artigo, aqui está o link da história tirado direto da fonte. Vale a pena ler o original em inglês, os comentários são priceless!

[Falando em preço... acho um absurdo o preço da revista no Brasil. R$24.90? Really? Esse não é o valor de um livro no Brasil? Aqui a mesma custa apenas $6.99. Para ver os dois artigos publicados em português sobre a matéria da revista americana, clique aqui e aqui]

Enfim, voltando às minhas primeiras impressões do artigo. Bem feito, este artigo não se assemelha a muitos que vejo por aí (escritos pela própria revista) sobre a América Latina que são clueless, ou seja, não tem noção. O artigo realmente faz justiça à reputação da revista. No entanto, há muitas coisas alí que são questionáveis.

Por exemplo, a revista diz:
"And, in some ways, Brazil outclasses the other BRICs. Unlike China, it is a democracy. Unlike India, it has no insurgents, no ethnic and religious conflicts nor hostile neighbours. Unlike Russia, it exports more than oil and arms, and treats foreign investors with respect. Under the presidency of Luiz Inácio Lula da Silva, a former trade-union leader born in poverty, its government has moved to reduce the searing inequalities that have long disfigured it. Indeed, when it comes to smart social policy and boosting consumption at home, the developing world has much more to learn from Brazil than from China."
Vejo alguns problemas aí. A revista diz nele que o Brasil em algumas maneiras supera os outros países que compõem o BRIC. Em muitos aspectos tem razão. Mas onde vejo grandes pontos de interrogação é quando afirmam que somos uma democracia, que tratamos os investidores com respeito e quando elogia nosso atual política social.

Primeiro, claro que somos democracia, e não comunismo, como na China, no sentido técnico da palavra. Mas não sei, não. Não fica muito claro pra mim como pode o Brasil ser um país democrático se nele há tanta desigualdade e injustiça, mantida através da manipulação e roubo constante de seus governantes e elite dominante que apóia a censura e manipula os votos com projetos sociais. Mas, enfim, deixemos para discutir esse assunto mais tarde.

Continuando, o segundo ponto, é que dizem que o Brasil trata os investidores com respeito e elogiam a smart, esperta, política social. A revista reconhece em outro parágrafo de seu artigo que há muitos problemas no Brasil, principalmente com corrupção. Li a conclusão do reporte, e lá a revista se justifica dizendo que não fala mais sobre esse assunto pois afinal é uma revista de economia. Tem razão, não tem obrigação de tocar no assunto. Porém...

De fato, a revista não é sobre política, nem deve ser, e não é que eles ignorem na sua reportagem o lado político, mas que subestimam grandemente a questão. E com isso, a capacidade de nosso povo em dar a volta por cima. "Huh? Do que você está falando?", vocês devem estar se perguntando. Logo mais vou tentar explicar a relação, mas por enquanto quero voltar ao que a revista diz no parágrafo acima.

A revista, como mais um meio de comunicação, usa de sua reputação e prestígio, mesmo que muitas vezes desmerecido, para promover ideias. A economia não é assunto qualquer. É assunto díficil, complexo e não é pra qualquer um. Mas tomar decisões econômicamente acertadas em um país mudam o destino das pessoas. É de interesse de todos.

Por isso, o The Economist, não perde a oportunidade para incluir no meio de sua séria e excelente análise, frases como essas que são duvidosas. Sim, porque apesar de ser verdade, é uma verdade mascarada de intenções não tão óbvias para a maioria que as lê. Quando diz que o Brasil trata os investidores com respeito, é também uma forma de reforçar os forecasts que eles e outras agências de rating já fazem. Assim, se trata de uma self-fulfilling prophecy. Não é uma profecia que se cumpre por casualidade mas por causalidade.

É muito conveniente para eles demostrar entusiasmo com o fato que o Brasil tem os braços abertos aos investidores estrangeiros. Claro. Não sou contra o investimento estrangeiro, e confesso que pouco sei sobre os efeitos de uma ou otra política econômica. Nunca tomei sequer uma aula de economia, mas basta-me ler notícias sobre a situação econômica das empresas nos EUA diariamente e ver o colapso causado pelo abuso das mesmas sobre o governo para sentir muito medo dessa relação, que parece-me mais ser um romance, entre o Brasil e os EUA.

Claro que os inverstidores estrangeiros e o governo do Brasil facilita o cortejo, a paquera. Existem múltiplos benefícios; a maioria deles, econômicos. E se alguém se pergunta de onde veio tanto "interesse", para "influenciar" o Comitê Olimpico e a opinião mídiatica internacional vista recentemente na propagação de notícias sobre o sucesso brasileiro, não é díficil imaginar de onde, né? O Brasil segue sendo o mesmo que sempre foi, só que agora ele é financeiramente atrativo.

Não são só as empresas e empresários estrangeiros e investidores que estão faturando a mil no Brasil. A smart policy, ou política esperta, aliás, espertíssima, de nosso governo atual, que se diz de esquerda, é realmente de se louvar. Conseguiu melhorar a reputação do país dentro do país e fora dele pois ao tirar indivíduos da extrema pobreza, ele também conseguiu elevar o nível de "classe média", uma grande massa de individuos que vivia na pobreza. Agora, estes vivem, não na pobreza, mas na ilusão de uma vida melhor. O poder de crédito que estes recebem e a grande capacidade de enriquecer não somente os bancos, mas as indústrias de consumo são realmente motivos para qualquer economista elogiar. É realmente uma "benção".

Realmente não há nada de errado nisso. Afinal, se a economia se fortalece com o consumo, supostamente, também se fortalece nossa situação individual. No entanto, a própria revista, em seu reporte especial faz menção às semelhanças entre o Brasil e os EUA. Sob o aspecto consumista, estamos à caminho da prosperidade. Mas como o Brasil parece ter essa atitude de irmão menor acomplexado pelo sucesso do irmão mais velho, ele tenta seguir os mesmos passos deste. Só que debochando, buscando se dar bem, fazendo as coisas diferentes, e no fundo, no fundo, se desvaloriza, esquece-se de suas próprias qualidades e peca por valorizar exatamente o que há de pior na atitude de seu irmão maior.

É. O artigo traz algumas pérolas. Entre as melhores, a que a vitória do governo atual provêm do anterior e o elogio ao governo atual por manter o sistema econômico criado anteriormante. Mas assim também, como essa e muitas outras excelentes análises sobre nosso país, o artigo demostra, uma e outra vez, que o que mais teme é que o Brasil alce vôo. É por isso que não trata das questões negativas com a seriedade que deveria. A verdade é que o Brasil tem potencial, sempre teve, de ocupar o lugar americano no mundo. Claro, que não o fará tão logo e não do jeito que vamos ao querer copiar atitudes americanas. Afinal, nada vejo nada louvável em imitar o papel mais tirânico do imperialismo moderno.

Não é à toa, nem é errado dizer, que o maior desafio para o Brasil é a prepotência. Afinal, esse foi o caminho tomado pelos EUA. É esse o caminho do governo atual à seus próprios cidadãos. Como dizem pela América Latina, se les subio el humo a la cabeza. Ou seja, estão se achando. Sim, esse é um "perigo" sim. Já que somos conhecidíssimos pela tolerância e simpatia de nosso povo. Tolerância que às vezes é até demais, pois continuamente deixamos pra lá coisas que não deveríamos, em nove de viver uma vida 'tranquila'. Pena que não concorde com que esse seja o maior desafio. Pra mim, o motivo real pelo qual a revista astutamente aponta esse como maior risco é por que teme o avanço real do Brasil.

A revista sabe bem que o Brasil é um grande tesouro, assim como pedra preciosa, que nunca foi polida, nosso país, é fonte inimaginável de riquezas. Eles mesmo dizem isso ao mencionar nossa criatividade e estão tranquilos, pois pensam que no Brasil não teremos mais uma segunda 'Embraer', ou que não sejamos capazes de criar 'Harvards', ou uma empresa que chegue aos pés da gigante Google. Se arriscam a fazer tal previsão porque evitam falar sobre o problema principal, que é a causa de nosso atraso.

Volto, uma e outra vez, a pensar, que a revista errou. Falhou mesmo em não discutir com mais detalhe os grandes problemas que existem no nosso país. Nem sequer se deram o trabalho de descrever os desafios, simplesmente mencionaram uns poucos, dentre eles o problema da corrupção, da educação e de nosso sistema juridico, por exemplo.

Concordo que realmente não pertence à análise, e nem é assunto da revista, mas em perspectiva, faria muito mais sentido não ignorar tais problemas. Mas claro, isso não é conveniente nem pra eles, nem para o Brasil. Ao invés, falam sobre ilusões. Dizem:
"The country has established some strong political institutions. A free and vigorous press uncovers corruption—though there is plenty of it, and it mostly goes unpunished."
Eu não entendo a qual forte instituições políticas eles se referem: a do governo atual, aquela que apóia os Collors, Sarneys, e milhares de outros sangue-suga da vida? A impressa é livre? Como assim? E o caso do jornal O Estado de São Paulo e os de vários blogs de respeito, como A Nova Corja, que se vem obrigados a ficar calados quando procuram revelar casos de corrupção. Parece-me que isso é censura. Um sistema político forte? Faça-me o favor...

Essa é minha grande crítica ao artigo. Vale a pena ressaltar que o reporte contém uma análise profunda, com contribuições valiosas de diversos especialistas de respeito no Brasil e no mundo. Mesmo assim, creio que, ao erroneamente reportar e ignorar os graves problemas encontrados, principalmente nas instituições políticias e na falta de uma imprensa livre, isso desvaloriza em parte a matéria.

Sem uma análise que leve mais em consideração esses aspectos, onde números e estatísticas, e história, seja tão importantes quanto questões humanas, os economistas aumentam ainda mais suas chances de erro ao retratar o presente e possível futuro de nosso país.

Talvez por refletir uma verdade conveniente, talvez pelo pensamento equivocado que o lado social não vá influenciar os investimentos, ou talvez ainda, pelo temor, que estes venham a influnciar demais, é que a revista ignora estas importantes questões. Pois afinal, foi através da indiferença aos problemas sérios que vemos hoje nos EUA a grave crise econômica.

Mais ainda é cedo. Não terminei ainda de ler todas as 14 página e como disse anteriormente, pouco sei sobre macro ou micro-economia. É por isso que me dispus a começar o dialógo.

Pretendo escrever um artigo em inglês com o lado político do Brasil e enviar à revista. Nesse aí, o Brasil provavelmente decola, mas corre o risco de explodir logo após o lançamento.


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Sunday, September 13, 2009

Opinion of the Week: "Latin American Journalists Face New Opposition" - Analysis

Opinião da semana: "Jornalistas latino-americanos se enfrentam com nova oposição" - Análise

No dia 30 de agosto de 2009, o jornal americano The New York Times publicou o artigo "Latin American Journalists Face New Opposition". Nele o jornalista Alexei Barrionuevo, começa descrevendo o novo obstáculo enfrentado por jornalistas no Brasil.

Vejamos o que ele diz:
"For the family of José Sarney, Brazil’s Senate president, the daily onslaught of newspaper reports about nepotism and corruption accusations against him was too much to bear.

So Mr. Sarney’s son Fernando, who manages most of the family’s private businesses,
turned to a federal judge in Brasília, winning an injunction to stop a leading newspaper, O Estado de São Paulo, from publishing any more reports about the allegations."


"A Brazilian court banned a newspaper from reporting accusations against José Sarney, the president of the Senate."

Fernando Bizerra/European Pressphoto Agency


A tradução do texto acima:

Para a família de José Sarney, presidente do Senado brasileiro, a enxurrada diária de reportagens sobre nepotismo e corrupção envolvendo seu nome não dava para aguentar.

Então, o filho de Sarney, Fernando, que administra a maioria dos negócios privados da família, se tornou a um juíz federal em Brasília, anhando uma liminar para interromper um dos principais jornais, O Estado de São Paulo, de publicar os relatórios sobre as acusações.


Com isto, o jornalista do NYT, que no momento mora no Brasil, pôde fácilmente conectar os fatos e com isso concluiu representarem um exemplo de censura.

Alexei fala não só da luta de Sarney no senado, anterior à ação contra o jornal, mas também do grande passo atrás nas regras de liberdade de imprensa, que diz se assemelhar a era da ditadura, quando foi passada uma lei contra calúnia e difamação que castiga seus infratores duramente.

Confiram o que o jornalista americano disse em inglês:
"The court’s action, in late July in the midst of a drawn-out battle in the Senate over Mr. Sarney’s future, immediately raised cries of censorship. It was widely seen here as a setback after important strides in removing restrictions to a free press, including a decision in April by Brazil’s Supreme Court to strike down a dictatorship-era law that imposed harsh penalties for slander and libel."
Daí, ele parte para o exemplo da Venezuela e outros países latino-americanos que vem sofrendo grandes retrocessos, sempre apontando a falta de liberdade de imprensa.
"In recent months, journalists across the region have faced opposition not only from courts but also from the leaders of several countries, who have moved to restrict critical coverage and paint the news media as the enemy."

Realmente, o que Alexei diz faz sentido. Especialmente depois de vermos o que acontece não só no Brasil e na Venezuela, mas também na Argentina.

Aqui vai a tradução do parágrafo acima:

Nos últimos meses, jornalistas de toda a região têm se enfrentado não apenas pelos tribunais, mas também por líderes de vários países, que têm levado a limitar a cobertura crítica e pintar os meios de comunicação como o inimigo.

Infelizmente esta censura que alguns dizem ser um disfarce, uma mentira, se aplica também a jornalistas independentes que fazem blogs buscando suprir esta falta de cobertura crítica. Processos e ações contra estes blogueiros os tem levado muitas vezes a sair do ar.

Um exemplo recente de retirada de um blog é o do Blog da Petrobrás: Fatos e Dados (hospedado na WordPress), que questionava o blog oficial da Petrobrás.

Ontem, mostrei no meu blog o artigo do blogueiro Amilton Aquino, no post intitulado "Lula e a dúvida pública". Nele questionava a ausência da cobertura crítica da mídia, sobre o discurso de Lula da Silva, o Presidente brasileiro, que afirmava ter quitado a dívida externa. Coisa que nosso querido Aquino pôde expor na sua matéria "Lula e a dívida pública - Parte III".

Três dias atrás, também postei aqui, sobre o ocorrido no jornal El Clarín, na Argentina. Onde o Governo de Cristina Kirchner decide enfrentá-lo cara-a-cara, segundo a matéria do jornal brasileiro O Estado de São Paulo.

Tenha-se em consideração que nenhum destes dois jornais, tanto o brasileiro quanto o argentino, representam de maneira geral os interesses do povo. Se não me equivoco, seus interesses são no mínimo questionáveis para quem os conhece de perto. A liberdade de imprensa nos países da América Latina já deixava muito a desejar antes destas ocorrências mais recentes. Porém, e apesar de tudo, devemos proteger a liberdade destes meios, pois sem esta liberdade, todos corremos perigo de ver a liberdade de expressão morrer e com ela a democracia.

O momento pede uma solução e o envolvimento de todos os cidadãos latino-americanos, onde quer que eles se encontrem. Eu escrevo de Nova York, mas isso não me limita. Sou daqui e de lá, também isso não importa. O importante é que todos os latinos nos unamos nessa luta contra o nepotismo de alguns poucos, que impera na América Latina que é de todos nós.

Dizem que são nos momentos mais difíceis de nosssas vidas, nos momentos mais marcados por dor e problemas, onde temos a oportunidade de crescer mais, de sermos melhores. Por isso, agora é a hora de lutar por uma Mídia independente, fungindo das formas tradicionais.

O que me inspirou a começar este Blog foi essa necessidade, a ausência de uma mídia crítica, mas o que me fez realmente começar foi o exemplo da brasileira, Alcinéia Cavalcante, uma mulher de visão.

Com experiência jornalística mas formação que foge à do jornalista convencional, Alcinéia escreve um blog há quase 20 anos. Nele, desde o Amapá, uma das regiões com piores conexões de internet do país, ela com força e valor, luta por um Brasil melhor. Com uma dívida de aproximadamente 2 milhões de reais à Sareny e até ameaças de morte, ela não se deixa abater. Vejam a matéria sobre ela aqui.

Agora lhes deixo com a pergunta da semana: e você, o que você faz pela democracia?

E também lhes deixo o convite para participar no meu blog, postar opiniões e enviar artigos ou recomendações de pessoas como Alcinéia que são o orgulho de nosso país.

Desde já agradeço por lerem meu blog, leitores!

Tenham uma ótima semana,

LatinWriter


Fonte: The New York Times, USA. Todos os direitos reservados. Artigo : "Latin American Journalists Face New Opposition" por Alexei Barrionuevo.

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