Rita Lee já dizia na sua canção "Flagra":
No escurinho do cinema
Chupando drops de anis
longe de qualquer problema
perto de um FINAL FELIZ
(...) Mas de repente o filme pifou
e a turma todo logo vaiou
Acenderam as luzes, 'cruzes'!
Que flagra! Que flagra! Que flagra!
Não é mais possível que notícias como essa passem desapercebidas pelo mundo a fora. O New York Times exibe na primeira página de sua versão online o blackout no Brasil. Para ler clique aqui.
O irônico da situação é que ela traz à luz os problemas que há muito o Brasil vem sofrendo. A escuridão dessa vez serve para iluminar. A questão da infra-estrutura no Brasil não pode mais ser tomado de forma leviana. Afinal, somos o país da Copa (2014) e das Olimpíadas (2016).
O problema vem à tona toda vez que chove, chova muito ou pouco. Se chove muito, as enchentes acabam com o trânsito já caótico das grandes cidades, destruindo estradas, causando estragos. Se chove pouco, falta água para gerar energia suficiente. O problema vem à tona toda vez que algo acontece, seja qual for o motivo.
Mais o real problema no Brasil é o deixar os problemas para amanhã. É o ignorar tudo que tem que ser resolvido no agora. Daí, o flagra no Brasil! Espera-se o estrago acontecer primeiro pra ver se vão ainda pensar em fazer algo ao respeito.
O filme que querem passar para o mundo agora, para os brasileiros que vivem no "escurinho do cinema", escondidos na escuridão cômoda da fantasia, adormecidos na ilusão, é a de um 'Brasil Inventado', aquele que avança, rumo ao primeiro mundo, e como a canção de Rita bem diz, que vive longe dos problemas, perto de um final feliz.
Mas quando o filme pifa e as luzes são acesas, ou no caso, apagadas, descobrimos realmente quem é quem. E aí, aí, realmente só nos resta dizer "Que flagra! Que flagra! Que flagra!"
